Padre Charles reflete sobre a Quaresma e destaca a necessidade de escuta e de atenção ao próximo

Confira a reflexão feita pelo Vigário-Geral Diocesano, padre Charles Borg:

“Rico em espiritualidade é o tempo litúrgico da Quaresma. Representa convocação explícita que a Igreja direciona a todos os seus filhos e filhas, para acompanhar Jesus em sua peregrinação rumo à Ressurreição. Celebrar a Páscoa, de fato, é ressuscitar com o Senhor Jesus para uma vida nova, uma vida com sentido, propósito e esperança.

Em sua mensagem para a Quaresma, o papa Leão XIV sugere a escuta e, consequentemente, o silêncio correspondente, como exercícios privilegiados de disciplina e de caridade fraterna, para que se viva plenamente a mística deste tempo oportuno. Lembra o Santo Padre que a escuta sintetiza a peregrinação do Senhor Jesus pela Palestina. Ele sempre esteve atento aos apelos a ele dirigidos, inclusive no momento mais doloroso da sua vida, quando ouviu o clamor do criminoso torturado a seu lado.

Neste particular momento da atual civilização, todo mundo quer falar, mas há poucas pessoas dispostas a escutar. Ocupado que está com seus problemas particulares, o cidadão moderno pouco se dispõe a dar atenção ao semelhante. Arranjar tempo para ouvir, primeiro, a voz de Deus, através de leituras regulares e meditadas da Palavra. Em seguida, criar disposição para atender aos irmãos, seja na família, seja no local de trabalho, seja em convívio amigo, representa iniciativa de conversão e de purificação de relacionamentos.

Significativamente, a Igreja convida seus fiéis, neste ano, a ouvir o clamor de milhões de irmãos que, neste país, clamam por uma moradia digna. A Campanha da Fraternidade deste ano soa um alerta que pretende despertar o católico, e toda pessoa de boa vontade, a olhar, ouvir e reagir, segundo as possibilidades de cada um, a aliviar o sofrimento de tanta gente. Em sua peregrinação até sua Páscoa, nosso Senhor Jesus indica o caminho certo para uma renovação profunda do compromisso do batismo: acolher a vontade de Deus e escutar o clamor do irmão que sofre!”

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