Com novena on-line e tríduo, Paróquia Sant’Ana celebra a sua padroeira

Santa Ana, segundo a tradição de fé, é Mãe de Maria e Avó de Jesus.

A Paróquia Sant’Ana de Araçatuba se prepara para a celebração de sua padroeira, Santa Ana, por meio novena orante, missas em tríduo e gestos concretos em prol dos mais carentes. As festividades começaram no dia 17, com a abertura da novena on-line, e se encerram no dia 26 de julho com a Santa Missa em louvor à Mãe de Maria e Avó de Jesus, conforme a tradição de fé.

A novena de Santa Ana é transmida exclusivamente pelas redes sociais da paróquia, sempre às 19h. Os fiéis podem acessar tanto o Facebook quanto o pelo canal no Youtube da paróquia. A novena é conduzida pelo pároco, padre Fernando Stanicheschi, e pelo vigário, padre Roberto Teixeira.

TRÍDUO

O tríduo em louvor a Sant’Ana tem início na sexta-feira (23) e termina no dia 26, dia da padroeira, com missas sempre às 19h30. As celebrações serão presenciais, não havendo necessidade de retirar senha prévia. Todavia, haverão transmissões de todas as missas pelas redes sociais da paróquia.

No primeiro dia, a Santa Missa será presidida pelo padre Rodney Mendes CMF, pároco da Paróquia São Sebastião de Araçatuba. No sábado, o administrador paroquial da Paróquia Divino Espírito Santo, padre Edgar Souza, será o presidente da celebração.

No domingo, a missa é presidida pelo vigário local, padre Roberto. Já na segunda-feira, missa festiva de Sant’Ana, quem presidirá será o pároco, padre Fernando.

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GESTO CONCRETO

Conforme o pároco, como gesto concreto a paróquia pede aos fiéis e devotos que doem alimentos não perecíveis. Os mantimentos serão encaminhados às famílias assistidas pela paróquia. A Matriz de Sant’Ana fica na rua Tenente Alcides Theodoro dos Santos, sem número, bairro Santana (em frente ao Poupatempo). Informações pelo telefone (18)  3623-8521.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A PADROEIRA

SS. Joaquim e Ana

Sobre Joaquim e Ana, pais de Maria, não há nenhuma referência na Bíblia e tampouco notícias certas; as que chegaram até nós, hoje, são extraídas de textos apócrifos, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho do pseudo Mateus, além da tradição.

Descendência, sinal do amor de Deus

Ana parece ter sido filha de Achar e irmã de Esmeria, mãe de Isabel e avó de João Batista. Segundo a tradição, Joaquim era um homem virtuoso e muito rico, da estirpe de Davi, que costumava oferecer parte do ganho dos seus bens ao povo e, outra parte, em sacrifício a Deus. Ambos moravam em Jerusalém. Quando se casaram, Joaquim e Ana não tiveram filhos por mais de vinte anos. Não gerar filhos, para os judeus daquela época, era sinal da falta de bênção e da graça de Deus. Porém, certo dia, ao levar suas ofertas ao Templo, Joaquim foi repreendido por um homem, chamado Ruben (talvez fosse sacerdote ou escriba): pelo fato de não procriar, em sua opinião, ele não tinha o direito de apresentar as suas ofertas. Humilhado e transtornado com aquelas palavras, Joaquim decidiu retirar-se para o deserto e, durante quarenta dias e quarenta noites, suplicou a Deus, entre lágrimas e jejuns, que lhe desse descendentes. Ana também passou dias em oração, pedindo a Deus a graça da maternidade.

Anúncio do nascimento de Maria

As súplicas de Joaquim e Ana foram atendidas lá no alto. Assim, um anjo apareceu a ambos, separadamente, avisando-lhes que estavam para se tornar pais. A encontro entre os dois, na porta de casa, após o anúncio, foi enriquecido com detalhes lendários. O beijo, que os dois esposos trocaram, teria ocorrido diante da Porta Áurea de Jerusalém, lugar onde, segundo a tradição judaica, a presença divina teria se manifestado, como também o advento do Messias. A iconografia deste beijo, diante da famosa Porta, teve grandes dimensões: os cristãos acreditavam que Jesus teria entrado por ali na Cidade Santa, no Domingo de Ramos. Meses depois do retorno de Joaquim, Ana deu à luz a Maria. A criança foi criada com o cuidado carinhoso do pai e a atenção amorosa da mãe, na casa situada perto da piscina de Betzaeda. Ali, no século XII, os Cruzados construíram uma igreja, que ainda existe, dedicada a Ana, que ensinou as artes domésticas à filha.

O culto

Quando Maria completou 3 anos, Joaquim e Ana, em sinal de agradecimento a Deus, levaram-na ao Templo, para consagrá-la ao seu serviço, conforme haviam prometido em suas orações. Os textos apócrifos não fazem outras referências sobre Joaquim, enquanto sobre Anna, acrescentam que ela teria vivido até aos 80 anos de idade. Suas relíquias teriam sido conservadas, por longo tempo, na Terra Santa; depois foram transferidas para a França e enterradas em uma capela, escavada sob a catedral de Apt. Mais tarde, sua descoberta e identificação, teriam sido acompanhadas por alguns milagres.

O culto aos avós de Jesus, desenvolveu-se, primeiro, no Oriente e, depois, no Ocidente; mas, ao longo dos séculos, foram recordados pela Igreja em datas diferentes. Em 1481, o Papa Sisto IV introduziu a festa de Sant’Ana no Breviário romano, fixando a data da sua memória litúrgica em 26 de julho, dia da sua morte, segundo a tradição; em 1584, o Papa Gregório XIII incluiu a celebração litúrgica de Sant’Ana no Missal Romano, estendendo-a a toda a Igreja; em 1510, Papa Júlio II inseriu, no calendário litúrgico, a memória de São Joaquim em 20 de março; depois, foi mudado várias vezes, nos séculos seguintes. Com a reforma litúrgica, após o Concílio Vaticano II, em 1969, os pais de Maria foram “reunidos” em uma única celebração, em 26 de julho. (Fonte: Vatican News)

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