Seminarista Gabriel Vigetta receberá os ministérios de Leitor e Acólito em 13 de setembro

A Diocese de Araçatuba viverá, no dia 13 de setembro, um momento significativo no caminho de formação presbiteral do Seminarista Gabriel Vigetta, natural de Andradina (SP), da Paróquia São Sebastião. Admitido às Ordens Sacras em 3 de abril de 2023, quando cursava o primeiro ano de Teologia, Gabriel atualmente está no 4º ano, concluindo sua formação teológica, e realiza seu estágio pastoral nas paróquias Nossa Senhora Auxiliadora, em Valparaíso (SP), e Sagrado Coração de Jesus, em Bento de Abreu (SP).

Durante a Santa Missa, às 8h, na Paróquia Sant’Ana, em Araçatuba (SP), Gabriel será instituído nos ministérios de Leitor e Acólito, dando mais um passo em seu itinerário vocacional. A celebração será uma oportunidade para toda a comunidade diocesana acompanhar e rezar por sua caminhada, confiando ao Senhor este novo momento de serviço à Igreja e de preparação para o ministério ordenado.


O que são esses ministérios?

A necessidade de uma reforma nos ministérios da Igreja

Ao longo da sua história, a Igreja sempre confiou a seus membros diferentes serviços para o culto divino e para o serviço do povo de Deus. Com o passar do tempo, porém, algumas dessas funções passaram a estar vinculadas às chamadas “ordens menores”, ainda que, na prática, muitas delas também fossem exercidas por fiéis leigos.

Diante dessa realidade, São Paulo VI reconheceu a necessidade de uma atualização: era preciso “reconhecer esta prática e adaptá-la às necessidades atuais”, deixando de lado aquilo que havia se tornado obsoleto, conservando o que permanecia útil e estabelecendo aquilo que se mostrasse necessário. Assim, a reforma não significou um abandono da tradição da Igreja, mas uma maneira de fazer com que os ministérios respondessem de modo mais adequado às necessidades pastorais de seu tempo.

Essa renovação também deve ser compreendida no contexto do Concílio Vaticano II, que chamou toda a Igreja a uma participação mais plena, consciente e ativa na Liturgia.

A Carta apostólica Ministeria Quaedam recorda que, nas celebrações litúrgicas, “cada um, ministro ou fiel, desempenhando sua função, faça tudo e somente aquilo que pela natureza da coisa e pelas normas litúrgicas lhe compete”. Dessa forma, a reforma dos ministérios procura tornar mais visível a riqueza dos diversos serviços existentes na comunidade cristã, permitindo que cada pessoa exerça aquilo que lhe é próprio em benefício de toda a assembleia.

Como afirma São Paulo VI, a plena e ativa participação dos fiéis é “a primeira e necessária fonte de onde os fiéis haurirem o espírito verdadeiramente cristão”. É nesse horizonte que a Igreja Latina passa a reconhecer de modo particular os ministérios do Leitor e do Acólito. São Paulo VI estabelece que eles sejam conservados e adaptados às necessidades do tempo, assumindo também funções que anteriormente pertenciam ao Subdiácono.

O Leitor é instituído para o serviço da Palavra, sendo chamado a proclamar a Sagrada Escritura na assembleia e, para exercer dignamente essa missão, a “meditar assiduamente a Sagrada Escritura”, cultivando cada vez mais um “afeto suave e vivo pela Sagrada Escritura”. O Acólito, por sua vez, é instituído para auxiliar o Diácono e servir o Sacerdote, de modo particular no altar e na celebração da Eucaristia. Seu serviço deve nascer de uma crescente piedade para com a Santíssima Eucaristia e de um amor sincero pelo Corpo de Cristo, que é também o povo de Deus.

Por isso, a instituição dos ministérios não deve ser compreendida apenas como uma etapa formal no caminho daqueles que se preparam para o Sacramento da Ordem. Ela manifesta uma Igreja que reconhece diferentes dons e serviços colocados a serviço da comunidade e que deseja formar seus ministros para uma entrega cada vez mais generosa. A Carta determina que os candidatos ao Diaconato e ao Presbiterado recebam, quando ainda não os tiverem recebido, os ministérios de Leitor e Acólito e os exerçam por um tempo conveniente, “para que melhor se disponham para os futuros ministérios da Palavra e do Altar”. Assim, a instituição do Leitor e do Acólito é um verdadeiro caminho de preparação e amadurecimento vocacional, no qual o seminarista aprende, de modo concreto, que toda vocação na Igreja encontra sua razão de ser no serviço a Deus e ao seu povo.

Leia a Carta Apostólica Ministeria Quaedam na íntegra no site da Santa Sé

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

X